O sono do belenense: um alerta para a saúde pública
- Amazon FisioCare

- Mar 21
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Pesquisa do Ministério da Saúde, por meio do sistema Vigitel Brasil, revela um dado preocupante: entre os homens das capitais brasileiras, os de Belém são os que menos dormem — com duração inferior a 6 horas por noite.

As alterações no padrão de sono têm sido reconhecidas como uma crescente preocupação de saúde pública, devido à sua forte associação com prejuízos significativos ao bem-estar individual. Entre os principais impactos estão a redução da qualidade de vida e o aumento do risco de desenvolvimento ou agravamento de doenças crônicas, como as cardiovasculares e metabólicas, além de transtornos de humor, dificuldades cognitivas e queda da produtividade.
O alerta vem do Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico, coordenado pelo Ministério da Saúde. A pesquisa Vigitel, realizada entre 2006 e 2024 em todas as capitais brasileiras e no Distrito Federal, investigou diversos parâmetros de saúde da população — incluindo a qualidade do sono, considerada um importante fator tanto de risco quanto de proteção para doenças crônicas não transmissíveis.
Quem dorme menos?
Os dados mostram que o público masculino de Belém (PA) lidera o ranking de menor duração de sono, com 24,8% dormindo menos de 6 horas por noite. Em seguida aparecem os homens de Macapá (23,8%) e São Luís (23,6%).
Entre as mulheres, as maiores frequências de sono insuficiente foram registradas em Maceió (27,9%), Salvador (25,2%) e Rio de Janeiro (24,8%).
E quem dorme mais?
Por outro lado, as menores frequências de sono curto — ou seja, melhores indicadores de duração de sono — foram observadas:
Homens: Florianópolis (12,5%), Campo Grande (13,1%) e Porto Alegre (13,8%)
Mulheres: Belo Horizonte (15,5%), Campo Grande (16,3%) e Curitiba (16,3%)
Panorama nacional
Considerando o conjunto das capitais brasileiras e o Distrito Federal, a frequência de adultos com duração curta de sono foi de 20,2%. Esse índice é maior entre as mulheres (21,3%) do que entre os homens (18,9%).
A análise por faixa etária mostra que o problema se intensifica com o envelhecimento, atingindo 23,1% dos adultos com 65 anos ou mais.
Outro ponto relevante é a relação entre escolaridade e qualidade do sono: a frequência de sono insuficiente tende a diminuir com o aumento do nível de instrução. O índice mais elevado foi observado entre mulheres sem instrução ou com ensino fundamental incompleto (29,0%).
Por que isso importa?
Os dados reforçam a relação direta entre sono insuficiente ou de má qualidade e o aumento do risco de diversas condições de saúde, incluindo doenças cardiovasculares e metabólicas, transtornos de humor, prejuízos cognitivos e redução da produtividade.
Mais do que números, esse cenário evidencia a necessidade de ampliar o debate e fortalecer campanhas educativas contínuas sobre a importância do sono para a saúde e a qualidade de vida.
Fonte: Vigitel Brasil 2006-2024 | Pgs. 172 a 175 | https://encurtador.com.br/kHON






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